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Tabapuã do Córrego tem história

T - 0 quando garrote na Fazenda Água Milagrosa (1.942)

Dr. Charles Arthur Edwin Ortenblad e D. Izabel Lerro Ortenblad com seus três netos,
Rodolpho, Dorival e Arthur.
(Fazenda Água Milagrosa 1931)




Dr. Rodolpho Ortenblad e
D. Nadyr Penteado Ortenblad
(Fevereiro 1947)

Sede da Fazenda Água Milagrosa
(Abril de 1.954)






Matrizes de chifre Nelore Aguzeratadas que originaram a 1º geração de
Tabapuã Faz. Água Milagrosa
(Fevereiro de 1.945)


T-0 em Abril de 1.947
com suas Primeiras filhas





Quatro das primeiras filhas
de T-0 mostrando sua
prepotência hereditária.


Em 1.941, Sr. Júlio do Valle presenteou D. Izabel Lerro Ortenblad com um garrote môcho, o T-0. Cinco anos depois, ele já havia produzido 89 filhos, dos quais oitenta eram môchos e nove com chifres rudimentares. Seus proprietários podiam antever, no Tabapuã, o futuro de uma raça pela sua potência hereditária individual.

Os cruzamentos até então foram feitos em acasalamentos sucessivos paternos, de filhas e netas com o próprio pai e avô, in-and-in-breeding, pois com esse processo atinge-se mais rapidamente o objetivo, visto que os animais com defeito logo aparecem e são descartados, podendo então seguir a seleção com animais perfeitos e carga genética concentrada.

Quatro anos após o falecimento de D. Izabel Lerro Ortenblad, em 1.954, quando a seleção já alcançava a segunda geração nos cruzamentos, os filhos Rodolpho e Alberto decidiram separar a sociedade das fazendas: Água Milagrosa em Tabapuã, e Santa Cecília em Uchoa. Convidaram Sr. Júlio do Valle e seu genro Ribelli Marassi para serem avaliadores das referidas fazendas e ajudarem na partilha do gado.


Lote das primeiras gerações do T-0

T-0 em 1.953 em monta com suas filhas
e netas. (in-and-in-breeding)


Realizada a partilha, foi sorteado o lote nº1 para Dr. Rodolpho e o lote nº 2 para Dr. Alberto. Na ocasião, já era grande o plantel Tabapuã em ambos os lotes.
Assim, a partir de 1.954, com o plantel da Família Ortenblad separado fisicamente, a Fazenda Santa Cecília em Uchoa continuou severo trabalho seletivo com acompanhamento de Arthur Ortenblad Neto.

A Fazenda Santa Cecília incorporou ao seu plantel 116 novilhas baias em 1.956, descendentes de irmãos e do pai de T-0, para seguir com os cruzamentos em linha direta, in-and-in-breeding.

O primeiro apoio oficial só ocorreu em 1.959, quando Dr. Afonso Tundisi selecionou um grupo de animais que foi exposto no Parque da Água Branca em São Paulo. Foram realizados estudos e observações pelo então diretor do DPA (Departamento de Produção Animal), Dr. João Barisson Villares, que estabeleceram o primeiro padrão para a raça e causaram ótima repercursão nos meios pastoris do estado.

Vacada baia usada na formação do Tabapuã Faz. Santa Cecília
(Fevereiro de 1.957).


Primeiros lotes de Touros à venda para formação de novos núcleos.
(Faz. Santa Cecília 1.959)


O D.P.A manteve entre 1.961 a 1.970 o registro genealógico do rebanho, o que contribuiu para dar novas coordenadas aos proprietários, traçar novos rumos na seleção e catalogar dados zootécnicos imprescindíveis para o futuro da raça.

Em 1.959 a fazenda iniciou venda de animais para formação de novos núcleos.
De 1.961 a 1.975 a fazenda enviou animais para Provas de Ganho de Peso (feeding - tests) para competir com outras raças Zebuinas, onde o Tabapuã foi campeão várias vezes, em Barretos e Sertãozinho, com ganho médio de 964g/dia em ração total com 10,5 a 11% de proteína.
A Santa Cecília destacou-se obtendo o maior peso médio ajustado para 460 dias em Sertãozinho 10/06/70 conforme dados abaixo.

Posição do Bramocho em Prova de Ganho de Peso

O melhor peso médio ajustado para 460 dias, Prova de Ganho de Peso de Sertãozinho, promovida pela Secretária da Agricultura de São Paulo. O Bramocho da Fazenda Santa Cecília destacou-se, obtendo o melhor peso médio. Segundo nos informou seu proprietário, Sr. Rodopho Ortenblad, de um grupo de cinco animais da linhagem de Tabapuã, um deles classificado como Superior, e os outros quatro " Elite", conferiram as pesagens ajustadas seguintes: 362,382,380, e 373 quilos.
A comparação comprobatoria pode ser atestada no quadro abaixo, referente a animais que participaram do certame:

RAÇAS Garrotes PC 460 (kg)
Bramocho (TABAPUÃ) 5 377,20
Guzerá 35 353,37
Nelore 34 324,18
Nel - Mocho 25 312,64
Gir 21 309,19

A classificação, por raça, foi a seguinte: Bramocho (Tabapuã): 4 elite e 1 superior; Guzerá: 10 elite, 13 superiores e 12 regulares; Nelore: 2 elite e 8 superiores, 20 regulares e 4 comuns; Nel - Môcho: 1 elite, 2 superiores, 15 regulares e 7 comuns; e Gir: 2 elite, 9 superiores, 6 regulares e 4 comuns.

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(...Já em 1.971, Sra. Maria Helena D. Adams obteve a 1º classificação com o garrote)